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02/03/10




O mar azul e branco e as luzidias
Pedras – O arfado espaço
Onde o que está lavado se relava
Para o rito do espanto e do começo
Onde sou a mim mesma devolvida
Em sal espuma e concha regressada
À praia inicial da minha vida.

De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.

Há muito que deixei aquela praia
De grandes areais e grandes vagas
Mas sou eu ainda quem na brisa respira
E é por mim que espera cintilando a maré vasa.

Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar.



Sophia de Mello Breyner Andersen

26/02/10



estas memórias, capazes de encontrar onde, por vezes é impossível, um turbilhão de emoções..





que, sem saber porquê, me trazem um sorriso ao rosto.

victoriaayuso

    05/08/09

    my only love

    Primavera, doce Primavera,

    sonho de mulher .. tu, só tu, que floresces com o nascer do dia, tu, que inventas por onde passas sorrisos, apenas tu, doce Primavera, secas a triste lágrima da pequena e inocente criança que chora por um gelado, tu, capricho aguardado, abrigo refugiado, abraço inesperado, beijo inalado .. óh doce Primavera, de ti libertas puro amor! amor inexplicável, és desejo, paixão, ambição, és sede, coração!
    Minha Primavera, tu és .. tu és o recheio das consecutivas tardes solitárias, passadas no sofá a encher o vazio constante e irritante com as deliciosas tartes de maçã, os apetitosos doces da avó, os tentadores salames intermináveis ..


    Óh fiel Primavera, que sem ti desespero, lágrimas incontroláveis num imparável aperto de coração, grito selvagem! Meu céu, meu sol, minha lua, tu, só tu, que controlas o meu tempo, cada movimento, cada gargalhada disparatada, tudo!
    Primavera da minha vida, em ti vejo luz viva e cintilante, alegria, brilho. Tu provocas o meu espírito, desejável Primavera!

    Eu procuro-te, encontro-te, bato-te à porta, mas nunca me respondes. Será ódio, amor, será medo, fraqueza de me descobrir atrás de uma leve brisa que nos separa?
    Ai Primavera, que sem ti não me acho, sem ti quem sou eu? sem ti, que é da minha feli
    cidade, onde se esconde ela? tento guardá-la, mas de mim ela foge, pois contigo, só contigo, ela vive.

    Tu, fruto proíbido, abraça-me e enlouquece-me, agarra-me, prende-me, mas faz-me feliz como só tu sabes, Primavera, doce Primavera!

    "come to me, I swear, I WON'T LET YOU GO, my only love.."







     


    victoriaayuso.